terça-feira, 9 de julho de 2013

A cena doce

Quando era adolescente sonhava em fazer psicologia. Foi o professor Quirino que me despertou esse desejo,  quando no currículo da escola publica ainda tinha essa disciplina.
Iniciei o curso em uma universidade particular, mas tinha muita dificuldade pra pagar.  Graças a uma amiga e meu empenho consegui passar num processo seletivo de vagas remanescentes de uma universidade publica de São Paulo. Em 1995 fui para cidade de Bauru. No ano de 2000 tinha meu diploma na mão mais dois tesouros nos braços (Iago e Sara) e um terceiro presente eu mesma havia me dado: a coragem de lutar sozinha.
Voltei para Campinas e assim foram os seguintes oito anos, demorei pra ingressar na área da psicologia,  fiz várias outras coisas, entre elas: comida. Engraçado que depois que fui  mãe sempre em momentos difíceis em que eu não  conseguia trabalho, a saída era ganhar dinheiro fazendo algo que não dependia de muita coisa. Na maioria das vezes foi a comida que me salvou. A primeira coisa que fiz foi fatias húngaras, um pãozinho doce recheado de coco, uma receita da minha tia avó. Depois uma amiga  me chamou pra fazer outras coisas e começamos a fazer tortas salgadas e bolos pequenos. Fiz também saltenha, um típico salgado argentino que não fez muito sucesso.
Em 2008 numa nova fase da vida, surgiram os doces. Comecei a aventura, fui experimentado,  lendo livros e pesquisas na internet. Assim os doces começaram a dividir espaço  com a psicologia, era uma doce e ao mesmo tempo, amarga aventura

Em 2011 nos mudamos para Belo Horizonte, a segunda renda virou a primeira e unica,  abri um empreendimento. O nome já passeava nas minhas idéias. Docemente foi inspirado nas experiências de uma organização que frequento,  a Brahma Kumaris, em eventos especiais ela oferece um doce como presente e uma mensagem de positividade. Um doce para o corpo e para mente (ou alma) Docemente.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Docemente se apresentando


Recortar... Desde criança gostei de recortar, minha mãe vendia esses produtos de catalogo, e eu lá recortava imagens do que queria ‘ter’ ou ‘ser’ na vida... Lembro que guardava tudo dentro de um saquinho plástico de leite... Era  meu pacote de sonhos. Um dia perdi tudo, queria de toda forma  encontrá-lo, mas nunca o encontrei Talvez eu viva tentando recuperá-lo até hoje, pois continuo com a mesma mania de recortar.  Nem lembrava esta cena, mas com essa idéia de escrever ela me veio, e não foi proposital para o titulo do blog, já que  lembrança da cena veio depois de  6 anos que eu o registrei . É,  esse blog  é um projeto engavetado todo esse tempo, comecei ele em 2007 quando trabalhava na área dos direitos da criança e do adolescente. Postei algumas  fotos, escrevi algumas coisas, mas logo apaguei tudo,  não era aquilo que queria. Em 2011 voltei e publiquei sobre doces... A mesma coisa... Deletei.
No final do ano passado minha terapeuta deu uma tarefa: fazer uma mandala com figuras daquilo que eu desejava para o ano seguinte. Fui lá então à minha coleção de revistas preferidas que não ousava desfazer e peguei uma pra treinar mais um desapego e enfim recortá-la.  A pilha era grande, foi difícil tirá-la, a que veio trazia na capa o seguinte destaque: “Sua historia vale ouro, esse roteiro merece seu investimento”. Recortei as imagens que precisava, mas a informação ficou borbulhando na minha cabeça. A intuição dizia que deveria pensar mais na dica que a vida estava dando e resolvi apostar nela.
Não pretendo aqui escrever uma autobiografia, nem ser uma expert  na escrita, mas falar de outros jeitos, através da fotografia, da arte, das idéias, daquilo que faço e compartilho. Enfim, docemente recortar  cenas da vida. Por que docemente? É a próxima cena!!